Quarta-feira, 1 de Outubro de 2008

A Escola e a Ética



Olá amigos professores,

Trabalhar Ética em sala de aula é sempre oportuno.

Não há tema melhor para ser enfocado, em razão das eleições que acontecerão no domingo, que a Ética.



Temos que promover nas escolas um ambiente ético para que o aluno, vivenciando a ética nas atitudes entre professores, alunos, funcionários, comunidade... possa desenvolver o senso ético e assim se tornar um cidadão consciente de sua responsabilidade frente a sociedade e ao seu poder de voto.

Assim sendo, desejo-lhes boa leitura!



A Escola e a Ética

Fonte: Educarede



“Aprender a ser cidadão é, entre outras coisas, aprender a agir com respeito, solidariedade, responsabilidade, justiça, não violência; aprender a usar o diálogo nas mais diferentes situações e comprometer-se com o que acontece na vida coletiva da comunidade e do país. Esses valores e essas atitudes precisam ser aprendidos e desenvolvidos pelos alunos e, portanto, podem e devem ser ensinados na escola.”
(BR Ministério da Educação - Secretaria de Educação Fundamental. Ética e Cidadania no convívio escolar. Brasília, 2001,pg 13)

Em geral, o cotidiano das escolas, principalmente nos grandes centros urbanos é bastante agitado e às vezes até tumultuado. São muitos alunos, muitos conteúdos, muita gente para lá e para cá. Nesse contexto, nem sempre é fácil ter clareza do porquê de todo esse trabalho, ou em outras palavras, nem sempre se tem clareza de qual é o papel da escola na sociedade em que vivemos hoje.

Os Parâmetros Curriculares Nacionais sinalizam que “...a educação escolar deve possibilitar que os alunos sejam capazes de:

compreender a cidadania como participação social e política, assim como exercício de direitos e deveres políticos, civis e sociais, adotando, no dia-a-dia, atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito;

posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais, utilizando o diálogo como forma de mediar conflitos e de tomar decisões coletivas.” pg 1


Certamente, não são objetivos fáceis de serem transformados em ações no cotidiano da escola porque demandam um grande esforço da equipe escolar. Nesse caso, o melhor seria que os educadores, coordenadores, funcionários, diretores, alunos e comunidade decidissem juntos (no Conselho de Escola, por exemplo) que conteúdos adotar, que procedimentos escolher, que atitudes privilegiar a partir de um diagnóstico da situação da escola:

Os alunos têm canais de participação nas decisões da escola? Quais são eles? É possível ampliá-los?
A solidariedade está presente nas relações sociais? (entre alunos, entre professores e alunos, entre funcionários, entre a escola e a comunidade); ela é intencionalmente um valor desejado e trabalhado na escola? · Existe clima de respeito?
Os alunos aprenderam a argumentar na defesa de suas idéias apoiados em fatos, conceitos e valores?
Os direitos são respeitados? Os deveres são valorizados?
Como são resolvidas as situações de conflito? Como são negociados os impasses?

:: O diagnóstico pode ser um bom começo.


Ilustração: Luiz Maia

Existem muitas maneiras de investigar os valores que estão orientando as ações e as relações com o outro na escola. Pode-se propor, por exemplo, que alunos, funcionários, professores façam uma semana de observação, a partir de alguns critérios, sobre a vida nos espaços coletivos: os intervalos, a hora do lanche, ou a secretaria, por exemplo; os alunos de uma classe observam suas próprias atitudes no dia-a-dia, fazendo uma espécie de relatório por uma semana. A partir das observações, é importante discutir criticamente e definir o que o grupo considera que está bom e o que necessita mudar e melhorar.

Se esse trabalho faz parte do projeto da escola (como deveria fazer), é preciso também que todos – alunos, funcionários, professores, pais - saibam que princípios regem as ações da escola e que ações estarão sendo realizadas durante o ano para que a escola desenvolva a consciência ética.

Caso ainda não seja ainda possível pensar essas questões na totalidade da escola, sempre é viável fazer alguma coisa em pequenas equipes ou duplas de educadores, e, aos poucos, ir buscando apoio dos demais.

:: O CIDADÃO – CONTEÚDOS DISCIPLINARES E ÉTICA



A formação integral do cidadão não diz respeito apenas a atitudes e valores, mas também a conteúdos, considerados na sua totalidade. Na verdade, fatos, conceitos, procedimentos de todas as áreas de ensino estão intimamente ligados aos valores e atitudes humanas. Desse modo, a vida da escola, seja ela na sala de aula, nas reuniões de professores, nos encontros com os pais, seja nos trabalhos feitos pelos alunos respira ética, mesmo se a escola tem atitudes pouco éticas, ou até quando o grupo não têm consciência desse fato.

:: TRABALHANDO A ÉTICA



Uma questão importante é compreender que não se trata apenas de montar um curso para se falar de ética com os alunos, mas de viver as situações, os problemas presentes na escola e na comunidade, as aulas de todas as disciplinas a partir de princípios éticos da vida em sociedade. Não adianta fazer discurso sobre as regras gerais de convivência na escola quando a norma é o tratamento desrespeitoso entre as pessoas, assim como não adianta saber como funciona a cadeia produtiva do papel se existe uma prática generalizada de desperdício nas salas de aula. É preciso buscar uma certa coerência entre a teoria, os princípios que se prega e a prática diária.

Além disso, o cotidiano escolar é repleto de situações que podem servir de ‘matéria prima’ para a discussão de questões éticas. É importante que os professores e toda a equipe escolar estejam atentos a essas situações e possam aproveitá-las da melhor maneira possível para provocar reflexões sobre elas, destacando-se os diversos pontos de vista existentes, os conflitos e quais as alternativas para resolvê-los.

Mais que isso, não se trata de ensinar aos alunos uma lista de preceitos morais, como devem responder a essa ou aquela situação. No campo do ensino de questões éticas, não cabe a pregação de uma tábua de bons valores. Se o que se propõem como objetivo é o desenvolvimento de cidadãos livre-pensantes, a simples pregação de tábuas de valores torna-se uma contradição. De acordo com esse objetivo, o desafio é possibilitar aos alunos recursos internos e condições objetivas para avaliar as situações em que vivem e fazer boas escolhas tendo em vista uma vida mais justa e solidária entre humanos.

Não se pode esquecer também que a construção de uma vida democrática, pautada por princípios éticos, é dinâmica. Evidentemente surgem fatos novos, as pessoas (alunos, professores, pais, funcionários) mudam, existem conflitos diferentes (porque eles nunca deixam de existir) que necessitam ser resolvidos a partir das discussões, do diálogo, criando-se uma tradição no grupo de como fazer isso.

A vida democrática não é construída em um dia nem por uma pessoa, ela é feita a cada dia e pelo esforço de cada um para que seja possível um mundo mais justo.

:: SUGESTÕES DE TRABALHO



Assim, podemos afirmar que existem muitos modos de se valorizar e ter clareza dos princípios que pautam o cotidiano escolar. Algumas possibilidades:

acolhimento dos alunos pela escola – em todas as situações, com momentos especiais no início do ano letivo, nas mudanças de período ou turmas, nas transferências crianças e jovens de outras escolas;
criar espaços para que os pais entrem na escola e participem dela;
resolver os conflitos por meio do diálogo;
criar código de ética da classe ou da escola; estabelecer conjuntamente normas de condutas periodicamente revistas – por exemplo, ouvir e respeitar a opinião dos colegas, não interromper a fala do outro; respeitar as diferenças;
organizar a participação efetiva dos membros do Conselho de Escola;
estimular a criação do Grêmio;
instituir as representações de classes;
eleger este ou aquele tema para os projetos de classe/série/turmas com pesquisas e estudos sérios, sem perder o objetivo final de toda ação educativa;
trabalhar os fatos e conceitos científicos sempre relacionados com sua presença na organização da vida humana e ao mundo dos valores.

Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

Curso: A Arte de Contar Histórias




“A arte de contar histórias”

O ser humano sempre adorou contar histórias. O hábito de contar história é milenar tendo origem antes mesmo da escrita a qual eram passadas de geração para geração através da fala onde cada um dava seu toque pessoal.Você que aprecia contar histórias poderá participar do curso “A arte de contar histórias”

Público alvo:
Profissionais de Educação: Professores, Coordenadores, Orientadores, Diretores, Contadores de histórias, bibliotecários, atores e pessoas interessadas no tema.

Metodologia:

É um curso com abordagens teóricas que destacará a importância de se narrar histórias aflorando o contador que existe em você.

Será um curso totalmente a distância que utilizará a plataforma Moodle sendo que o acesso às aulas ficará disponível 24 horas por dia permitindo que você faça o seu próprio horário de estudo.

A cada semana será disponibilizado o material de estudo e as mediações do Tutor e interações com o grupo serão feitas por meio de fórum de discussão.

Todo o material será disponibilizado no ambiente de estudo.

Os alunos serão avaliados por sua participação nos fóruns e pela participação dos trabalhos solicitados.

Módulos:

Serão trabalhados dois módulos com início no dia 18 de agosto de 2008 e finalizando no dia 05 de outubro de 2008.

O curso se dará no espaço EADVirtual. http://pos.eadvirtual.com.br/ Tutora do curso: Cybele Meyer

Investimento:

Preço a vista: R$ 150,00 (cento e cinqüenta reais)

Em duas vezes: R$ 180,00 (cento e oitenta reais) sendo duas parcelas de R$ 90,00 (noventa reais).
Maiores informações pelo e-mail cybelemeyer@yahoo.com.br

Certificado:

Terá direito ao certificado o aluno que cumprir todas as atividades propostas pelo curso e obtiver média igual ou superior a 7,0. O certificado será enviado por documento registrado – pelos correios – em até 30 dias após o término do curso. Os dados que constarão no certificado serão aqueles que o aluno cadastrar no formulário de inscrição.

O curso tem carga horária de 90 h/a

Maiores informações através do e-mail cybelemeyer@yahoo.com.br

VAGAS LIMITADAS.

Sexta-feira, 27 de Junho de 2008

EDUCAÇÃO - CANAL DE TRANSFORMAÇÃO



Está mais do que na hora de se olhar para a educação com responsabilidade e enxergar que nosso país prima pela diversidade e pela desigualdade social.

Que há professores que enfrentam com bravura as dificuldades e precariedades que assolam as escolas brasileiras.

Povo judiado, crianças abandonadas à própria sorte, escolas delapidadas pela ação do tempo... tudo isso faz parte da realidade da educação brasileira.

Não podemos fechar os olhos para esta realidade.

A Educação precisa de investimento, de capacitação, de amor!

Quarta-feira, 25 de Junho de 2008

PRECISAMOS MUDAR A ÓTICA DO PROFESSOR



Lemos que há planejamento de que até 2010 as escolas públicas brasileiras terão acesso à internet. Também sabemos que professores de todo o país estão sendo capacitados para aprender a mexer com os novos equipamentos laptops, lousa digital, etc.

Depois que tudo estiver funcionando perfeitamente, como serão as aulas?

O professor irá pesquisar o conteúdo na web e disponibilizar para os alunos lerem e depois fará perguntas sobre o assunto nas provas?

Será que o modelo atual de ensino será mantido no qual o professor adota uma postura verticalizada e os alunos continuam com atitude passiva de consumidores de material didático?

Justamente esta ótica é que tem que ser mudada.

O professor que passa a utilizar a web como fonte de aprendizagem deve ter uma atitude horizontalizada no qual respeita e incentiva a produção e autonomia do aluno, a interação entre aluno/professor, professor/aluno e aluno/aluno, deixando cair por terra a massificação quebrando o mito de que todos devem aprender a mesma coisa, no mesmo ritmo e no mesmo processo.

A melhor oportunidade para que ocorra esta mudança está justamente na capacitação do professor para o uso da tecnologia como instrumento de aprendizagem, onde este atua como aluno.

Se ele iniciar este aprendizado como protagonista de suas produções, sem aulas expositivas com manuais, acabará mudando sua maneira de atuar em sala de aula e passará a incentivar o aluno a também produzir, e com isso se libertará da metodologia arcaica, arquivando de vez a reprodução de conteúdos.

Podaríamos o mal pela raiz, afinal uma nova forma de aprendizagem está sendo propiciada com a introdução da web na sala de aula.

O que não podemos permitir que aconteça, e por esta razão não podemos ficar de braços cruzados, é que o professor transponha conteúdos estáticos para o formato digital substituindo o livro didático pela tela do monitor.

O momento de romper com esta prática sem qualquer didática, que na verdade nunca funcionou, é agora.

Se perdermos esta oportunidade, a educação continuará a precipitar-se para o abismo da ignorância.

Tanto professor quanto aluno tem que ser protagonista da sua aprendizagem.

TECNOLOGIA E METODOLOGIA

Quarta-feira, 18 de Junho de 2008

Eu amo o meu blog



Falar que blog é um diário, isso não é mais verdadeiro, embora muitos sejam escritos diariamente e contenham coisas do seu dia-a-dia, porém não conserva mais a essência desta definição. Na verdade, acredito não ser necessário tentar definir o que venha a ser um blog, pois blog foi feito para ser “curtido”, aproveitado, lido, comentado, participado, interagido e tantos quantos outros adjetivos surjam.
Na linguagem popular, blog é tudo de bom.

Você pode dar a sua opinião sem se importar se as pessoas que lêem vão concordar ou não com você. Se elas concordarem, maravilha! Se não concordarem, não tem importância, você continua a postar assim mesmo.

Você tem liberdade para opinar sobre os mais diferentes assuntos, você pode reproduzir o texto que leu e gostou, sempre respeitando a autoria e mencionando os devidos créditos, é claro. Pode postar o vídeo da sua preferência, a charge que mais lhe marcou, a piada que fez você rir muito, a foto do melhor passe feito pelo craque do seu time, bem como a foto do seu cachorro quando ele tinha apenas quarenta dias, e mais uma imensidão de outros recursos e opções que estão à disposição a apenas um clic.

Podemos dizer que o blog tem magia, tem energia, tem imã porque quando você se identifica com um determinado blog, você se torna fiel a ele e fica feliz quando ao acessá-lo percebe que têm novidades.

Você acaba se apaixonando por determinados blogs a ponto de não conseguir ficar um dia sem acessá-lo, mesmo que seja para ler uma postagem antiga.
Gostar de escrever, de atualizar, de colocar novidades no blog também é contagioso, pois este vírus acaba tomando conta do indivíduo e ele passa a agir igual à maioria dos blogueiros. Depois de colocado um post entra-se diversas vezes só para apreciar e ver se ficou realmente bom, se falta uma vírgula aqui, se sobra uma vírgula ali. No momento em que terminou a obra, então entra o momento divulgação e se sai falando para todo mundo: - tem novidade no meu blog, não deixem de ler o post de hoje. Passem no meu blog, leiam, e deixem sua opinião.

Sobre o blog tenho a dizer mais uma coisa: Que bom que você existe! Que bom que eu criei um para mim também!

Se você também tem um blog e sente algum desses sintomas, se junta a nós, blogueiros de corpo e alma e deixe um recado – só para não perder o hábito.

Quinta-feira, 12 de Junho de 2008

Diversidade, sociedade e educação

Olá amigos,

Este artigo me foi enviado pela Pedagoga Zulma para ser compartilhado com vocês.

Ele aborda temas importantes. Vale a pena ler e comentar.





Diversidade, sociedade e educação


Zulma Maria Firmes Peixoto
Salvador-BA


Estimular e compreender a diversidade presente em nossa sociedade é um grande desafio que se faz presente, principalmente na educação. Nesse contexto, nós educadores, temos a tarefa de mostrar no ambiente escolar as contribuições positivas que os alunos com necessidades especiais podem trazer, envolvendo toda a comunidade escolar e estimulando o debate para a construção de uma escola realmente para todos.

Ao se questionar a educação e a sua aplicabilidade, o papel do docente face às transformações sociais e principalmente, a real necessidade da consciência do educador na sua ação docente, propõe-se a estabelecer mudanças significativas no que diz respeito a conceitos pré-estabelecidos sobre a deficiência que, durante muito tempo, esteve atrelada à simbologia de indivíduos incapazes e sem representação social – tendo seu poder de decisão transferido a outros.

Redefinir um modelo social para a plena aceitação a absorção dos diferentes tipos de deficiência se faz urgente. Muitos grupos considerados minoritários já se engajam para promover essa transformação, que se dará principalmente por intermédio da escola e com a participação do professor e da sociedade. Temos um espaço público real e outro projetado, em implantação, que pode se tornar real, mas para isso, ainda temos longo caminho a percorrer. Para tanto, é necessária a ampliação do debate e a conscientização dos órgãos públicos no sentido de transformar o projeto em reais políticas públicas de inclusão.

Muito freqüentemente, as diferenças entre as pessoas são vistas como um problema. Em relação aos ajustes educacionais, são dificuldades que necessitam ser trabalhadas, melhoradas ou as pessoas envolvidas precisam estar “prontas” (homogeneizados) para se encaixarem em uma determinada situação social. Como podemos transformar, deliberadamente, as diferenças de classes sociais, gêneros, idades, habilidades, raças e interesses distintos em recursos positivos para serem usados na educação?.

As diferenças oferecem uma grande oportunidade para o aprendizado, oferecendo recursos livres, abundantes e renováveis. A diversidade, em suas múltiplas formas, é celebrada em instituições de ensino com características inclusivas. As oportunidades de se capitalizar os benefícios da diversidade não devem somente ser focalizadas nos alunos. As diferenças encontradas dentro das equipes de funcionários da escola, no tocante aos seus vários “berços” (as suas origens), características e experiências, devem ser incentivadas, procuradas, evidenciadas e avaliadas. Esses recursos, inerentes à diversidade humana, não devem ser negligenciados.

Essa negligência neste caso pode ser um grande inconveniente, pois vai acabar impactando negativamente no trabalho das pessoas engajadas em promover valores e oportunidades para todos. Para o trabalho ser bem sucedido, as diferenças devem ser reconhecidas como um recurso positivo, pois somente assim estaríamos requerendo a mudança dos paradigmas que ainda estão longe dessa percepção.

Vale lembrar que as percepções que as pessoas constroem de si e dos outros resultam, em grande parte, de um complexo histórico, onde a cultura imprime as suas marcas em cada indivíduo, ditando normas e fixando ideais, de forma que a nossa singularidade acaba por revelar a história acumulada de uma sociedade.

Essas percepções interferem na expectativa que os educadores formam a respeito de alunos com deficiências e podem introjetar-se nos próprios alunos, obstaculizando sua aprendizagem e participação tanto no contexto escolar, como também na sociedade onde está inserido.

É preciso que se promova a ruptura do processo de reprodução das estruturas excludentes que nos cercam e, de certa forma, nos sufocam de preconceitos cristalizados. Para reconhecer e assumir a diversidade há de se redimensionar o olhar, desalojando o instituído. Olhar a diferença no sentido de perceber que ela rotula, marca, discrimina, é tão importante quanto olhar para além da diferença, não permitindo que ela se coloque como poderosa força de exclusão.

Que possamos fazer parte do grupo de pessoas preocupadas em combater a lógica da cultura do preconceito, que desejam a ruptura dos processos de reprodução ideológica, a desconstrução das verdades instituídas e o desafio de lutar por uma sociedade e uma escola melhor para todos.

Segunda-feira, 9 de Junho de 2008

Os avós e a educação dos netos

Em postagem feita no Educar Já! do dia 05/06/2008 sobre o Dia da Avó comemorado no dia 26 de julho disponibilizo atividades e lembrancinhas para homenagear a figura deliciosa da avó. Este artigo vem complementar as postagens e mostrar a freqüência com que os netos são criados pelas avós em razão dos tempos modernos em que as mães trabalham fora.

Boa leitura!


Os avós e a educação dos netos
Pesquisa comprova o que todo mundo já sabia: crescer ao lado dos avós é gostoso e faz bem para a criança

Ficar na casa dos avós geralmente é sinônimo de diversão. É comer pipoca e bolo de chocolate, brincar de luta no tapete da sala, ter a comida preferida na hora da refeição e ouvir muitas histórias. Mas não é apenas nas brincadeiras e na fuga da rotina que o papel deles é desempenhado; os avós podem ser conselheiros, educadores e um conforto em momentos difíceis.

A importância deles no desenvolvimento das crianças foi atestada em uma nova pesquisa da Universidade de Oxford, na Grã-Gretanha, com 1,5 mil crianças e adolescentes de 11 a 16 anos. Os estudiosos observaram que as crianças que tiveram os avós por perto cresceram mais felizes. Principalmente nos dias de hoje, quando os pais têm uma rotina atribulada, a proximidade é ainda mais benéfica - e necessária.

De acordo com o estudo, quase um terço das avós maternas tomam conta dos netos regularmente na Grã-Bretanha. Em entrevista a BBC Brasil, Eirini Flouri, do Instituto de Educação de Londres, disse que, em épocas de separação dos pais, muitos avós desempenham um papel importante ao trazer conforto aos netos e estabilidade a toda a família. A pesquisa também levantou que os avós foram muito importantes no momento de superar dificuldades como a implicância de colegas da escola e no planejamento do futuro, como a escolha da faculdade.

Conversamos com as avós e especialistas Teresa Bonumá, terapeuta de casais, e Edimara Lima, psicopedagoga da Prima Escola Montessori, em São Paulo. Veja o que elas disseram sobre o tema.

Como os avós contribuem na educação dos netos?

Teresa: Os avós têm uma função de continuidade na educação das crianças, que começa com os pais. Eles podem e devem mimar os netos, brincar, levar para passear, dar conselhos, ter pequenos segredos, mas sempre respeitando a disciplina e os costumes impostos pelo pai e pela mãe.

Edimara: Um papel muito importante está na formação da identidade. São os avós que carregam essa herança e, ao repassá-la, ajudam na construção das raízes, o que é muito importante para o desenvolvimento da criança. A minha filha adorava quando eu contava para ela algumas histórias da família, e hoje em dia, eu faço isso com o meu neto.


Até onde vai a interferência dos avós?

Teresa: Mesmo que não concordem, os avós precisam agir de acordo com os princípios dos pais. Se eles não querem que o filho coma chocolate ou tome refrigerante, os avós não podem fazer isso quando o neto está na casa dele. As crianças precisam de regras, que devem ser impostas pelos pais e seguidas pelos avós.

Edimara: Além disso, os avós também não devem criticar os pais em frente ao neto.

Quando os avós vivem na mesma casa que os netos, o que muda nessa relação?

Teresa: Nesse caso, os avós precisam entender que, apesar de participarem da educação da criança, o papel deles está em segundo plano. Eles não podem interferir quando o pai está dando uma bronca no filho. Apesar de não ser fácil, é preciso estabelecer um limite entre autoridade dos pais e dos avós para que a própria criança não confunda os papéis. O segredo está em muita conversa.

Edimara: A situação é mais delicada. Mas, como estão todos na mesma casa, é preciso que as regras sejam únicas e respeitadas por todos.
Simone Tinti
Fonte: Revista Crescer